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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Investigadores portugueses colocam painéis solares nas fachadas dos prédios do futuro

Mäyjo, 22.11.14

Investigadores portugueses colocam painéis solares nas fachadas dos prédios do futuro (com VÍDEO)

Os prédios da Avenida dos Estados Unidos da América, em Lisboa, poderão ter servido de inspiração, mas um dos mais recentes trabalhos de investigação da Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa (FCUL) terá um alcance que ultrapassa as fronteiras deste bairro da capital portuguesa.

O projecto partiu de um objectivo principal: avaliar a importância das fachadas dos prédios na produção de energia para as cidades. “Numa cidade, os prédios são mais altos que largos e há muita área disponível nas fachadas”, frisou ao Economia Verde Miguel Brito, da FCUL.

Segundo o Economia Verde, os investigadores desenvolveram vários testes, avaliando a produção isolada de energia fotovoltaica nos telhados e nas fachadas dos prédios – mas também das duas ao mesmo tempo. “Um dos cenários mostra que os telhados não são, só por si, suficientes para colmatar as necessidades energéticas. No entanto, com a ajuda das fachadas, este objectivo fica mais fácil”, argumentou Sérgio Guimarães, estudante da FCUL e participante no projecto.

A investigação concluiu que os painéis solares nas paredes dos prédios podem duplicar a produção de energia fotovoltaica. “Num edifício como os da FCUL conseguimos ter 50% mais de energia solar se aproveitarmos as fachadas”, explicou Miguel Brito.

Para já, a ideia está apenas a ser estudada, sendo que a equipa de investigadores tem a noção de que o projecto poderá ter de esperar alguns anos até ser uma realidade nas nossas cidades. E há três grandes desafios para ultrapassar esta barreira temporal: mudar a mentalidade das pessoas e consumidores; diminuir o preço dos painéis solares e integrar os painéis solares na arquitectura dos edifícios.

Veja o episódio 198 do Economia Verde.

 

Foto:  James Cridland / Creative Commons

 

Portugal não vai cumprir os compromissos em matéria de ajuda ao desenvolvimento

Mäyjo, 22.11.14

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) portuguesa decresceu 20,4% em 2013, após uma diminuição também significativa em 2012 (11,3%). Para além deste decréscimo, a ajuda ligada - ajuda sob a forma de empréstimos condicionados à aquisição de bens e serviços do país doador - continua a representar mais de 70% da ajuda bilateral nacional.

Estes números e as tendências da Cooperação Portuguesa integram o 9.º Relatório da Confederação Europeia de ONG de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento (CONCORD) que foi lançada hoje, 20 de Novembro, na sede da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), em Paris.

O mesmo relatório conclui que, apesar dos compromissos assumidos internacionalmente e renovados no novo Conceito Estratégico para a Cooperação aprovado em Março de 2014, Portugal apenas disponibilizou, em 2013, 0,23% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - 364M€ - para ajuda ao desenvolvimento.

Depois de três anos sem uma estratégia clara para o setor (o Conceito Estratégico da Cooperação Portuguesa foi aprovado apenas em Março de 2014) e com uma acentuada redução dos seus níveis de ajuda ao desenvolvimento, foi quebrado um percurso de crescimento da Cooperação Portuguesa que se verificou entre 2000 e 2010, colocando-se em risco muito dos avanços conseguidos nesse período.

“Continua a ser verdadeiramente preocupante a elevadíssima percentagem da ajuda ligada. 70% da APD portuguesa está condicionada à aquisição de bens e serviços por parte dos países parceiros a Portugal. Isto significa que o dinheiro que estaria destinado a contribuir para a erradicação da pobreza nos países parceiros não chega às mãos dos que mais dele necessitam e serve, ao invés, para dinamizar a economia portuguesa. A captação de investimento estrangeiro e a internacionalização da economia portuguesa são imperativos nacionais. Mas não à custa da ajuda pública ao desenvolvimento”, refere Pedro Krupenski, Presidente da Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) e Diretor de Desenvolvimento da Oikos.

Consute aqui o Relatório | Consulte a notícia na integra


Fonte: Plataforma Portuguesa ONGD